Capítulo 5

NÍRIA ONMAN

Poema 89

Principalmente

 

Tanta gente… Principalmente…. Igual… Também existem iguais a mim… Enfim… almas…. errantes neste mundo… À espera que um dia… O céu as deixem entrar…

 

Poema 90

Falta

 

É triste…. Do amor que se deu, Nada sobrou para devolução, Não sobraram restos… A falta de amor pode ser substituída por quê? À minha frente, Nada vejo, Não sei em que direcção caminhar, Não sei até que altitude, Devo sonhar subir, Não sei a atitude a tomar, Tudo se foi, Nada sobrou…

 

Poema 91

Amendoins

 

Não sei quais as tuas ideias, Sobre a origem do universo, Tu julgas-te um universo! Porque faço de ti, O meu universo, Ficas com a ideia de que és um universo, Mesmo a comer amendoins, Continuas com a ideia não realista, De que és o universo! Mesmo a comer amendoins, Julgas-te um rei! Porque Messias, Não pensas ser?! Assim pensarias em mostrar-me o paraíso! Tu és um universo feliz, A origem desse teu ar feliz, Sou eu e uma data de coisas, Que a tua cobiça vai obtendo, Queres que eu viva só para ti, Que eu viva somente, Para os teus interesses, A minha vida, É uma decisão tua, Tu decides e assim é! Isso pensas tu! Mesmo a comer amendoins! Julgas-te um rei! De tudo, O que se aproxima de mim tens ciúmes! Não trinques os amendoins! Engole-os!

 

Poema 92

Para bem Longe

 

Saímos do bom, Estamos a entrar no mau, Afastamo-nos do tema da vida: o amor, Aproximamo-nos da rotina da vida: o erro, Se o teu amor, Foi maior ou menor, Que o meu amor, Já não interessa medir, Não há tempo para medições, Uso o meu tempo para… Fugir para bem longe, Estou comprometida em aumentar a distância, Corro para bem longe, Para um mundo maravilhoso…

 

Poema 93

Nome

 

Ao viver, Tornas-te dependente, Para viver, Tens de ser dependente, Se vives, Então tu és dependente, A vida, É uma dependência tóxica, A vida tem um nome: “Desgraça Alegre”? Dependes da tua esperança, Ou da esperança de alguém, Dependes das tuas ideias, Ou das ideias de alguém, Dependes das tuas palavras, Ou das palavras de alguém, Dependes de ti, Ou da vida de alguém, A vida tem um nome: “Desgraça Alegre”? Talvez… Tu dependes, dependes, dependes… Quando morres dependes de alguém para te enterrar… Depois disso as tuas dependências acabam!

 

 

Poema 94

Tu

 

Quando penso em ti, Acelero a minha lembrança, Tu, E desacelero o tempo, Desacelero, Esqueço a parte superior do meu corpo: a cabeça, Ela fica subjugada pela lembrança de ti… Será que um grande amor maior que este, Terei na vida? Eu mereço isto e muito mais!

 

Poema 95

Realidade

 

O que é a realidade? Encher os pulmões, E respirar dor? Fantasia o que é? Pensamentos que te fazem feliz? Drama o que é? Drama é viver para o quê? Anda para aqui! Para perto de mim! Mostra-me coisas bonitas! Agora mesmo! Já! Obrigada!

 

Poema 96

Super Fantástico

 

Ficar rouca já eu estava, De tanto gritar, Ao destino, Que a hora, Já havia chegado, Do amor encontrar! Ficar rouca já eu estava, De tanto gritar, Ao destino! Apareceste…. E tudo, Ficou muito melhor! Um melhor do género super fantástico! Eu já não distinguia, A dor da revolta, Quis roubar a felicidade, Para jamais alguém se alegrar… Andava mesmo lixada!

 

Poema 97

Tendência

 

Nunca se tem o suficiente, Enche-se a vida, De coisas inúteis, Tendência tenho de o vazio do dia encher, No vazio cabem tantas coisas… Incluindo palermices! Olá!

 

Poema 98

Egoísta

 

Click, Click, Click, Vai saltar a tampa, Do frasco das patetices, Aqui vai uma, “Amorzinho... estou bonita? O amor fica-me bem?”

 

Poema 99

Novo e Melhorado

 

Quero um novo amor, Um amor melhorado! Não quero criticar, Quero elogiar o amor! Para isso de um novo amor necessito, Uma melhor versão do amor preciso! Além de melhor, Também pode ser mais, Ok amor destino? Estás a ouvir-me?

 

Poema 100

Tão cheio de ti

 

Tu... tão cheio de ti próprio, Tão cheio de auto confiança, Na tua mente, Tu o maior, E eu a carente, Tu tiras, Como um parasita, Ficaste forte, Se eu te voltar a encontrar por aí, Tenho quase a certeza, Que a mania do maior, Ainda é uma certeza em ti, Na verdade és a maior merd*, Que já conheci, Quando me conheceste, Eu estava só, E só me sentia, Foste a minha salvação, Não pelo amor que me deste, Mas pelos problemas que me deste, Por eles a solidão esqueci, Os problemas que me deste, Boa companhia foram, O céu lá em cima, E eu cá em baixo, Por companhia: os problemas, Tu... tão cheio de ti próprio, Tenho quase a certeza, Que a mania do maior, Ainda é uma certeza em ti, Na verdade és a maior merd*, Que já conheci, Entrei em abatimento, Entrei por essa via abatida, Perdida, Sem rumo, De dias longos, E noites de insónia, E ainda não saí daí, O cérebro paralisou, Pois solução não achou, O que fazer para me ajudar?! Sei lá! Que tal pôr uma música com o som bem alto? Sim!

 

Poema 101

Mistura Louca

 

A vida é uma mistura louca, Que nada me revelou quando louca não estava, Ela sempre rodopiou, E eu nunca soube, Qual o seu melhor lado, Uma mistura de lados é a vida, Uma mistura de bom e de mau, O amor aparece aí algures nessa mistura, A vida é longa, Na qual o relógio dá as horas, Morrerei eu um dia, E já sei que saberei cada vez menos, Cada dia é uma subtração, E quando é uma adição, É uma adição de subtrações, A vida é uma mistura louca, O amor aparece aí algures nessa mistura, O lado mau do bom, O lado bom do mau, E outros nascerão, Para cometerem os mesmos erros, A vida é bonita, não é? A vida foi feita, Com tantas adições de subtrações, Que agora nem a mim amo, Mas isso pouco interessa, Pois amanhã já estarei melhor, Convém que o esteja! Não é depois de morta que me irei divertir!

 

Poema 102

Sorte

 

Será capaz, A minha sorte, Azar não dar, Se um trevo, De quatro folhas eu achar? Será capaz, A minha sorte, Me livrar, Das pessoas chatas, Se eu alegre estiver?

 

Poema 103

Apêndice

 

És uma régua torta! Se me oriento por ti, Acabo por fazer figura de parva, Como se alguém me tivesse lançado uma torta à cara, Espero que seja torta de morangos! A tua aptidão, Para me amar, É uma apendicite! Só dá para me irritar! És um apêndice! Posso cortar-te de mim, Porque és dispensável! Olha só a qualidade deste poema! A falar de apêndices!… Eu estou sentada no sofá? E tu?

 

Poema 104

Abismo

 

O abismo mesmo que se explique, Não muda as suas características, Das profundezas do abismo, Chamei por ti, E não por Deus! Respondeste-me, Abismo eu não era, Apenas no abismo, Da solidão eu vivia, Mas abismo, Atrai abismo, A minha solidão atraiu um abismo: Tu

 

Poema 105

Felicidade

 

Eu me encerrei numa nova prisão, A dos sonhos do amor, A antiga prisão, Não deixava a felicidade entrar, Esta prisão, Não deixa a felicidade sair, É bom ser-se infantil… 

 

Poema 106

Eu sou

 

Eu sou, A tua paixão número um! Eu sou, A tua dimensão não convencional! Eu sou, O teu enorme medo em me perderes! Eu sou eu! A tua adorada! É verdade! Hoje estou com a mania de que sou boa!

 

Poema 107

Fácil

 

Ah! Esqueci-me de te dizer, Ando com outro, Na coisa fácil do sexo, E na coisa difícil do amor também! Isto é só para te chatear! Talvez até nem ande com ninguém!

 

Poema 108

Desmaiam

 

Esta vida tem pessoas, Umas parecem flores de plástico, Não precisam de alimento, Basta-lhes estarem, Em jarras bem enfeitadas e vidas sossegadas, Outras são flores vivas, Precisam de alimento, Luz e emoção, Caem para trás na escuridão, Desmaiam! Se o fútil, a banalidade ou o medíocre encontram, Desmaiam! Querem uma vida excitante e vibrante! Estas flores vivas dão tanto valor à vida, Que tudo aquilo que tira importância à vida, As faz desfalecer! A vida é tão injusta, Para com as pessoas emotivas! Que sorte têm as pessoas, Que parecem flores de plástico, Em jarras bem enfeitadas, Com vidas sossegadas! E as emoções controladas!

 

Poema 109

Não Pertences

 

Sobrevivi, Não pensando, Na minha realidade, Que nome tem, O que não é amor, Nem é não amor? Não sei o seu nome, Não quero isso na minha vida, Mais um dia a dizer-me: “Tens de sair daqui! Não pertences aqui!” Os sorrisos do mundo via, Sorrir como eles queria, Igual a eles tentei sorrir, Acho que não consegui, Pois não me sorriram de volta, Mais um dia a dizer-me: “Tens de sair daqui! Não pertences aqui!” Demoro a perceber, As pessoas que encontro, Demoro a entender, O seu lado feio, Até segui os seus hábitos, Mas não os entendi, Pois eles eram felizes e eu não, Mais um dia a dizer-me: “Tens de sair daqui! Não pertences aqui!” Não quero nada cheio de importância, Quero apenas um dia, Em que a mim diga: “Fica! Tu pertences aqui!”

 

Poema 110

Iambo Iaina

 

Preocupa-me ver, Peixes em aquários, Sem a sua grande casa, Em pote de vidros enfiados, Sem liberdade! Isso preocupa-me! Iambo Iaina! Iambo Iaina! O que quer dizer: “Iambo Iaina!?” Não sei! Isso não me preocupa! Preocupa-me ver, A poluição da natureza! Alguém destrói a natureza como se esta inoportuna fosse! Incómodo grande para o tijolo e o cimento é, Que as árvores não se afastem para eles poderem passar, Isso preocupa-me! Iambo Iaina! Iambo Iaina! O que quer dizer: “Iambo Iaina!?” Não sei! Isso não me preocupa! Preocupa-me a falta de água pura, Será isso o sinal, Da secura do intelecto? O que quer dizer: “Iambo Iaina!?” Não sei! Isso não me preocupa! Preocupa-me ver, A solução ser comprimidos, O stress psicológico esconde-se na doença física, Engole-se mais um comprimido, Os rótulos apontam os efeitos secundários, Que importa! A nossa vida, Já é secundária!...

 

Poema 111

Inquebrável

 

Um dia faço-te as vontades todas, E um dia cansas-te, Por eu não ter vontade própria, Um dia, Acho que sem ti, Não posso viver, E um dia, Tenho a certeza, Que contigo não posso viver, O que é que, Não se quebra? O inquebrável não existe! Tudo quebra! Tenho o coração quebrado, Se eu voltar a amar, É porque sou, Inquebrável! Um dia, Orbitava em torno de ti, E para ti vivia, E um dia, Vi que para ti, Nem por isso eu mais valia, Um dia o chão por ti varria, E um dia a ti tive que varrer, Do chão que eu pisava porque, O que é que, Não se quebra? O inquebrável não existe! Tudo quebra! Tenho o coração quebrado, Se eu voltar a amar, É porque sou, Inquebrável! Só sabes quebrar-me o coração, E eu não me sei quebrar em pedaços, Talvez porque eu seja inquebrável… A tua estupidez também é inquebrável! Adeuzinho!

 

Poema 112

Mar de Rosas

 

Numa carruagem puxada, Por cavalos voadores, Vamos, Voamos até aos astros, O amor amplificamos, No universo desenhamos, Mais ondas de amor, Voamos, Sobre um mar de rosas, Sem espinhos, Só pétalas… É fantástico! Acho que bebi copos a mais!

 

Poema 113

Apenas

 

Quero ver e há apenas invisibilidade, Quero certeza e há apenas probabilidade, Quero redondo e há apenas bicudo, Quero muito e há apenas pouco, Quero alguém e há apenas a imagem de ninguém, Quero continuar e há apenas ar para respirar, Quero liberdade e há apenas atropelamento, Quero sentimento e há apenas afogamento, Quero alojamento e há apenas a noite fria, Quero um oceano e há apenas uma gota… Mesmo assim eu viverei para vencer!

 

Poema 114

Música

 

Música! Tu excluis! Tu incluis! Excluis as coisas más da minha vida, Excluis o mau, Fico ousada e penso em coisas alegres! Música! Tu incluis sorrisos na minha vida, És uma dança, Que baila no chão, Expressões maravilha! Música! Muita coisa existe, No mundo em que vivemos, Coisas complexas-angustiantes-preocupantes-pertubadoras, E com essas coisas inúteis na nossa mente vivemos, Coisas que nem nossas são! Graças a Deus que há a música! Este mundo está a salvo do tédio! Música! Vamos dançar?

 

Poema 115

O que é que eu faço?

 

O que é que eu faço, Quando há sol? Ponho-me ao sol, Apenas chapéu! Nada mais!

 

Poema 116

Fedorento

 

Tens cá, Uma maneira, Fedorenta de calar, Quem não pensa como tu! Tens montes de personalidade fedorenta, E uma maneira de calar, Quem não é do teu pensar! És mesmo fedorento! Não há quem te tire o cheiro...  

 

Poema 117

Asas

 

Como sou eu? Eu mordo a dor, Eu voo sobre o chão, As minhas asas, Ao meio dividem o mar, As minhas asas, Em pedaços desfazem o ar, Posso ser a tua instrutora de uma vida com asas…

 

Poema 118

Estilo Eletrizante

 

Problemas?! Nós mandamos nos problemas, E não os problemas em nós, O nosso destino, Tem a voz do nosso desejo, Está tudo sob controle! Nada de pânico! Hei, tudo bem? Sê confiante! O nosso estilo é arrebatador e electrizante! Somos tolerantes, fortes, simpáticos e compassivos, Temos vida em nós, Nós confiamos em ti, Se tu és uma mentira, Isso não nos desanima! Nada de pânico! Hei, tudo bem? Há que ser confiante! Energético! Arrebatador! Eletrizante! Viver como se o fim do mundo, Próximo estivesse, Mas o último dia não será ainda! Nós estamos aqui, E vamos continuar assim! Amanhã estaremos cá todos a divertir-nos juntos! Sê confiante! O nosso estilo é arrebatador e electrizante! Exercemos o amor, Somos apaixonados, Está tudo a funcionar! Está tudo OK!  Super OK!  

 

Poema 119

Eternamente

 

O ser humano, Desesperado está, Eternamente matando a sua fome, Através da abundância, Eternamente organizando o seu acreditar, Através do duvidar, Eternamente sincero, Através da hipocrisia, Ele finge e se esconde, Vive intensamente os seus eternos eteceteras, Eternamente o humano assim vive, Pena que um dia vá morrer…

 

Poema 120

Sabe-se lá

 

Tenho dores, Mas elas passarão… No entanto o destino, Por vezes tem caminhos, Que fazem da minha vida, Uma imagem imóvel, As ideias não funcionam, O amor avariado, E sabe-se lá que mais! A tendência do destino, De me conduzir para o nada, Ultrapassa-me! O nada é diferente do cheio, não é? Será que o destino não me dá o cheio, Com medo de que eu apanhe uma indigestão?!

 

Poema 121

Penumbra

 

A penumbra pôs as sombras, A perguntar aos objetos, Quais os verdadeiros, Entre eles existem humanos, Estes humanos não entenderam a pergunta, Humanos que se julgam objectos, Quais os verdadeiros? Qual a razão da pergunta?  Não a entendem, É assim que eles existem na vida, Como objectos, E outra vida não concebem…

 

Poema 122

Perguntas

 

A melhor forma de vencer um obstáculo será evitá-lo? Deve-se evitar a dor? A dor esqueceu-se de alguém? Pedir para se ser amado fez alguém ser amado? Deve-se evitar o amor? É mais fácil abandonar o amor ou o ódio? Deve-se dar amor a alguém para além do que merece? Quantas explicações da verdade são necessárias a quem sempre duvida? Quem é fraco, nem o possível tenta, pois não? Seres imóveis como a pedra, não são inteligentes, eu movo-me, serei inteligente? O que é isto? O que é aquilo? Porque é que não me calo? Porque sou tagarela! E tu, como és?

 

Poema 123

Nada Mal

 

Ninguém te dá nada, Nem mesmo emprestado, Na verdade ninguém sabe, Se andas a dormir bem ou mal, Cada vez mais, As tuas mãos levantam-se para te cobrir o rosto, Sentes a loucura em quantidade e em qualidade, Tem graça, não? Quando te vês ao espelho, Até nem ficas mal e até pareces normal, Nada mal…

 

Poema 124

Conhece-te

 

Não confies em ninguém, Para te dar razões, Para seres quem tu tens de ser, Não confies nem mesmo em ti próprio, Porque mesmo antes das razões existirem, Para seres quem tu tens de ser, Tu já és, Conhece-te a ti próprio! Ação! É verdade que os outros, Mais palavras têm que tu mesmo, Para te descreverem, Até parece, Que te conhecem melhor do que tu mesmo, Por vezes sentes dificuldade em pareceres, Quem tu és, Dá-te tempo, Não sigas a multidão apenas por medo, A multidão é apenas um número na multidão, Porque mesmo antes das razões existirem, Para seres quem tu tens de ser, Tu já és, Conhece-te a ti próprio! Ação! É óbvio que vais sofrer, Não te preocupes, O sofrimento é apenas uma emoção…. Uma emoção extremamente forte… Quem quer emoções suaves?  

 

Poema 125

De graça

 

O amor é dado de graça, E é dado com paz, Se alguém te fod* o juízo, Isso não é paz, Sabes como é, Fod*-se hoje, Fod*-se amanhã, Os problemas nascem, Estes também fod*m, Reproduzem-se, Multiplicam-se, Tu acreditas que amanhã vai ser melhor, Tu ama-lo tanto, não é? É viciante o quanto o amas ou o odeias, Ele sabe disso, Não te consegues libertar, pois não? Vais ver que tudo passa, Mostra que até te podem fod* o juízo, Mas pagam caro! Não te fod*m de graça! Ele liga-te à vida? Não! Enganas-te! Estás alucinada! A ti só te resta a ti própria, Há já muito tempo, Há já muito tempo que estás só! Mostra que até te podem fod* o juízo, Mas pagam caro! Não te fod*m de graça! Acredita que o amor é pacífico, Tu é que nunca conheceste esse estado, Sempre viveste na turbulência, Aprende a acreditar em paz…

 

Poema 126

Dúvidas Paranóicas

 

As tuas dúvidas, Fazem qualquer local, Do mundo, Sair do lugar, As tuas dúvidas paranóicas, Põem-me a regular, Mal da cabeça! Vou apagar, As tuas dúvidas e ciúmes doentios! Vou usar um crachá, Com a mensagem “Estou sempre a amar-te, Por isso estou sempre ocupada, A atirar-me aos teus braços!”, Vou pôr o mundo, Em silêncio, Para toda a gente, Ouvir as tuas dúvidas, E concluírem, Que eu sou uma santa, Se as tuas dúvidas perdoar! Vou apagar, As tuas dúvidas e ciúmes doentios! Vou usar um crachá, Com a mensagem “Estou sempre a amar-te, Por isso estou sempre ocupada, A atirar-me aos teus braços!”, Carrega no botão Stop, por favor! Para essa tua personalidade paranóica!

 

Poema 127

Inimigo

 

Eu, E a maneira de eu me ver, Tudo me foi tirado, Tudo levado para um lugar, Tão despedaçado, Quanto inimigo, De eu mesma, Tudo me foi tirado, Mas esta é a melhor maneira, De eu existir, A melhor maneira, De eu avançar, A felicidade só me serviria para eu estar feliz e nada mais, Não me obrigaria a procurar novos mundos… Mundos fenomenais! Rumo ao fenomenal… Cá vou eu! Por isso não tenham pena de mim…

 

Poema 128

Quero

 

Quero dar a mim própria, Uma fuga de mim mesma, Quero correr pelas trevas dos bosques, Bem mais seguras, Que os olhos daqueles, Que remexem na profundeza da minha alma, À procura de fragilidades, Para me diminuírem, Não sou vencida pelos medos que vou ganhando, No entanto sou chateada, Todos temos medos que nos anulam… Medos! Quero mandar-vos à merd*…

 

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