Copyright © 2017-2019 NINFA ARTEMIS

 

Capítulo 5

"MORGANA"

Poema 37

Perdida e Desaparecida

 

O corpo para a água desliza, Na água se afunda, A água vem ao de cima, Há música, O som da música, Bem acima do volume permitido, Perdida e desaparecida, Para o mundo, Fecho os olhos e mergulho, Um banho de imersão, Juntei-lhe flores perfumadas pela imensidão, Odores que lembram desejos, Desejos de perdição, Desejos de me perder em ti, Desejos de uma paixão irresistível, Condenada também a sentir na eternidade… Tenho uma lista de desejos…

 

 

Poema 38

Ideias

 

Trazes novas ideias?! És mesmo do tipo, Preparar, apontar e disparar novas ideias! Eu também tenho uma ideia! Sairmos um pouco, Dizes: ”Sairmos um pouco?! Que ideia!!! A minha ideia é melhor!”, Nas paredes, Puseste quadros eróticos, No chão, Tapetes luxuosos, Os quadros são mesmo eróticos! A música canta sons exóticos, A atmosfera aponta para o céu! Dizes: ”Sairmos um pouco?! Que ideia!!! A minha ideia é melhor! Vamos pô-la em acção!”, Apresentas o livro kamasutra e a ideia…

 

Poema 39

Vampiro de Emoções

 

Emoções, Vampiro de emoções, Tiras-me tudo, Enfeitei o meu cabelo, Magnólias, violetas, lírios, Desenfeitas-me com zelo, As tuas mãos poderosas, Dão-me delírios, Envolves-me, Deitas-me no chão, E então...

Poema 40

Maldição

 

Quando me beijas, Insinuo-me, Quero que continues, Beijas-me, Quando eu paro, Agarras-me pelo cabelo, Puxas-me até à tua boca, Nas minhas horas livres, Em que nada tenho para fazer, Penso nos teus beijos, E aparece a maldição, Desta reação corporal! Quando estás muito... muito, Próximo do meu corpo sinto-o, Tentas disfarçar muito... muito, O teu desejo por mim? Não... Queres que eu sinta muito...muito, A tua intenção, É  amor...dizes!

 

Poema 41

Tra –la-la

 

Tra-la-la-la-la-la-la, Hum?! Está-te a chatear a minha música? tra-la-la-la-la-la-la, Aguenta mais um pouco!... Já vou! tra-la-la-la-la-la-la, Já vou aí! tra-la-la-la-la-la-la, Já te ouvi...! Aguenta mais um pouco...! tra-la-la-la-la-la-la, Beija-me no pescoço! Vai beijando... Hum... Mal consigo dizer... tra-la-la-la-la-la-la…

 

Poema 42

Vou para Freira

 

Pensaste-me à tua maneira, Viste-me à tua maneira, Gostaste de mim à tua maneira, Aqui grande amor não houve, Pensando à minha maneira, Foi zero mais zero, Gostando à minha maneira, Gosto D´Ele, Vou para freira, Com ar de espanto estás! Vou para freira! Vou pestanejar, Para o teu espanto parar, Vou pestanejar um pouco mais! Por favor deixa de estar espantado!

 

Poema 43

Desarranja-me

 

Ajuda-me a descontrair, Dor e fúria, Sinto-me pior do que imaginas! Vem-me buscar! Todos temos de morrer um dia, Mas eu grito: Merd* para a morte, Que é este dia-a-dia, Quando tudo piora, Em cada dia a mais, Não quero dizer nada, A não ser: vem buscar-me! Deixa tudo! Vem buscar-me! Agora! Vamos sair por aí…

 

Poema 44

A morte Mata

 

A morte mata, O amor ama, Quero um mundo, Fora deste mundo, Repete-me beijos, Por entre gemidos, Salva-me a vida, A tristeza é triste, O que foi perdido, Nem sempre volta com um simples pedido, À indiferença nada interessa, O desejo deseja depressa, O vazio nada tem, O incalculável, Parece que tudo tem, Se não estou próxima de ti, Parece que todos existem, Exceto eu, Sem ti eu não existo…

 

Poema 45

S.D.S.

Vou ser direta, Daí esta carta, Estou numa situação S.D.S, Segundo tu estou apenas em situação de stress, Só Deus sabe, Como sairei desta situação, S.D.S, Situação Só Deus Sabe, Senti a tua ameaça de abandono, Para onde vou? Fujo, Tudo foi um barco sem remos, Para metade de meias luas me dirigiste, Dirigiste-me para o nada, Dirigiste-me para coisas que eu não pedi para existirem, Não pedi para o nada existir, O nada tomou posse, Dirigiste-me para aí, E para situações S.D.S, Situações “Só Deus Sabe”, Entenderás um grama, Do peso destas letras escritas? Entenderás pelo menos um miligrama? Mais uma Situação S.D.S, Só Deus Sabe, Achavas-me imperfeita, Sabes, és uma reles cópia mal feita, Sabes o que é o amor? Tens apenas uma pequena ideia do amor, Pois grande em ti apenas a mentira, O ego, O orgulho, A manipulação, Eu te devolvo, Não te quero, Vai-te! Se possível contra uma parede!

 

Poema 46

Procurei-te

Ontem procurei-te, Nos desejos do futuro, Hoje procuro-te, Nas esperanças do amanhã, Se amanhã ainda te procurar, Cheguei já sem fé ao futuro, Procuro-te, Existes no meu coração, Persegues-me, Procuro-te, Procuro-te, Procuro-te, Séculos, Séculos atrás, Por ti fui encontrada, Por ti fui amada, Cedo te fui tirada, Sobre a minha campa, Jurámos regressar, Procuro-te, Existes no meu coração, Persegues-me, Procuro-te, Procuro-te, Procuro-te, Quando te vir, Sentirei que te conheço, Não sei de onde, Mas sentirei que te conheço, Procuro-te, Existes no meu coração, Persegues-me…

 

Poema 47

Espírito

 

O meu espírito vagueia, Caminho descalça, Sobre uma fogueira, Sou amada pelo fogo, Vida! Desvia-me! Desvia-me para o sonho, O meu espírito continua a vadiar, Corro, Corro, Não sei para onde! Tudo quero deixar para trás! Sou amada pelo desconhecido! Vida! Desvia-me! Desvia-me para o sonho, O meu espírito não sossega, Sobre pedras estou, No meio do mar, O medo nada me nega, Sou amada pela loucura! Vida! Desvia-me! Desvia-me para o sonho, O despertador toca, O espírito regressa ao corpo, Volto à vida, Sinto tudo torto, Não me sinto amada pela vida, Vida! Desvia-me! Desvia-me para o sonho…

 

Poema 48

Número Treze

Desejamos romance, Felicidade, Curso superior, Emprego, Dinheiro, Desejamos em tudo muito, Desejamos tudo em qualquer idade, Número treze, Azar? Quanto tempo durará o amor? Quanto tempo durarão as coisas? Treze, Número de azar, As perdas tememos, As traições são perdas, As desconfianças são perdas, As separações são perdas, Tememos, Crescemos com o hábito, Das coisas serem perfeitas, Somente se perfeitas forem, Número treze, Azar? Quanto tempo durará o amor? Quanto tempo durarão as coisas? Temos crenças e prazeres, Perturbámo-nos se tal não temos, A sociedade, Tenta-nos fazer a cabeça, Eles querem, Eles tentam, Eles insistem, Com uma vidinha perfeita, Mas eles não sabem, Não sabem quanto tempo durará o amor, Não sabem quanto tempo durarão as coisas, Sabem apenas o que sabem, E nós temos de saber o mesmo que eles, Será que eles sabem que eu não os seguirei?

 

Poema 49

Problemas

 

Sofres, Libertar a dor necessitas, Se alguém se aproxima, Agrides, Usa outro modo para a dor, Pede ajuda, Sê sincero, Foges dos problemas, Cansaço respiras, São os problemas, Que te aparecem de repente, Parecem paraquedistas, Sê trocista com o problema, Pede ajuda, Sê sincero, Diz: “Tenho um problema, Não sei se quero que me oiças, Me dês um abraço, Ou um grande beijo!”, Apoias-te em ti, É o teu lema, Apoiares-te em ti, Mesmo se tudo temes…

 

Poema 50

Ferros em Brasa

 

Com os pés, A parede do quarto, Empurrar tento, Numa grande cama de madeira, Deitada estou, “O que penso do sexo?” perguntas, Ferros em brasa! A tua pele queima-me, Ouço o bater do meu coração, Sorrio como uma diabinha, Uma diabinha sem oração, A vontade não refreias, Dizes desejar todos os meus poros penetrar, “O que penso do sexo?” perguntas, Ferros em brasa! A tua pele queima-me, Ouço o bater do meu coração, Tudo em mim é puro desejo, Mas a mim vejo dizer-te: “Os dedos dos meus pés espreitam-te, Por entre as meias rotas, Uh... Uh... olá!”

 

 

Poema 51

Lábios Macios

 

Documentos de identificação, Não tenho à meia-noite, Beijos com escravidão, Depois da meia-noite, Meus lábios macios, De ti se apoderam, Ficamos parecidos, Ao sexo e amor sem pudor, À meia-noite, Os alarmes desativamos, Depois da meia-noite, Roubamos o amor, Em toda a parte do corpo, Ficamos parecidos, Ao sexo e amor sem pudor…

 

Poema 52

Contigo Sou

 

Contigo sou o que eu quero ser, Vou contar-te os meus desejos, Não vou contar-te baixinho, Como se me envergonhar pudesse, Contigo sou o que eu quero ser, Contigo tenho o que eu quero ter, O que os outros querem para eles, Para mim pode ser pouco, Aumentar a vida preciso, Aturar difícil é, A vida sem ti, Sem ti para a aumentares… Contigo…

 

Poema 53

Formas de Ser

 

A minha forma de ser, Não a aprendi com ninguém, A minha forma de ser, Concorda ou não, Com outras formas de ser, A alguns seres, Chamarei de iguais, Viver as nossas ideias, É uma forma de ser, Não me leves para a cama, Poderei não ter forças depois, Para me levantar, Algumas formas de ser, Elevadas ou afundadas, Pela forma de ser e ver, De outras formas de ser, Nenhuma forma de ser, É a mais importante, Só porque é a forma de ser mais aceite, Cada forma de ser, Que deixe em paz, A outra forma de ser, Não me leves para a cama, Poderei depois não ter forças depois, Para me levantar, A falta de forças virá, Da falta de vontade, Em eu me querer levantar, Para as formas de ser, Do mundo, Não me leves para a cama, Leva-me para o amor infinito…

 

Poema 54

Oh, Sim!

 

Podes deixar, De te interessar, De repente, Por tudo o que tens à tua frente, Quando só eu te interessar! Podes levar-me, A aprender coisas, Que me irão impressionar, E talvez chocar! Podes conduzir, No lado oposto ao meu, Ir por cima, Do que norteia a minha vida, Podes ser pouco tolerante comigo, Até agressivo, Quando de forma cortante, Eu não fizer tudo o que sonhas, Naquele instante! Gosto tanto de ti, Que até te poderei pedir, “Oh, sim! Oh, sim! Lixa-me a vida toda! Que eu deixo! Oh, sim! Lixa-me a vida toda! Ama-me!“, Podes ser nocivo, Para a minha saúde mental, Podes ser até radioactivo, Bastante radioactivo, Podes até fazer amor comigo! “Oh, sim! Oh, sim! Lixa-me a vida toda! Que eu deixo! Oh, sim! Lixa-me a vida toda! Ama-me!“

 

Poema 55

Casa de Banho

 

Caí para trás, Caí! Espiei-te por debaixo dos teus sapatos! E também para além do teu corpo físico, Caí para trás! Porque já tudo, Tinha mudado de lugar, Por ti, Tudo tinha mudado de lugar, Abusei! Onde fica a casa de banho? Tenho de vomitar! Tenho de esvaziar-me, Dos meus excessos! Onde fica a casa de banho? Olhava-te sonhadoramente, Sem me interromper, Mas obviamente, Caí na realidade, Caí em terra, Como quem aterra, Num avião a arder, Onde fica a casa de banho? Tenho de vomitar! Livrar-me dos meus excessos! Onde fica a casa de banho? Tem de haver, Mais na vida, Que apenas esta coisa esquisita do amor, Queres que eu fale mais baixo?! Estou-te a envergonhar? Deixa-me GRITAR! Onde fica a casa de banho? Tenho de vomitar!

 

Poema 56

Ninguém subiu até Aí

 

Clamas por perdão, Pequeno clarão, De fósforo, É a minha certeza, Silêncio e reflexão, Mas ideias com clareza, Não tenho, Perdoar e tudo voltar a ser igual, Ninguém conseguiu, Ninguém subiu até aí, Exceto Deus, Se eras a minha razão de viver, Agora não sei, Conheço-te? Queres o perdão, No fundo o que quererás? No amor a proteção? Sentes-te só? Nunca te esqueces de ti, pois não? Perdoar e tudo voltar a ser igual, Ninguém conseguiu, Ninguém subiu até aí, Exceto Deus, Insistes no perdão, Os teus erros foram chatos e terríveis, E uma dor de cabeça para mim, Tu serás sempre igual a ti mesmo…. Não mudarás….

 

Poema 57

Sempre em Frente

 

Nenhuma dor, Chega antes do tempo, Toda a dor, É sentida, Antes de ser entendida, Não quero comer nada, Não quero beber nada, Não quero saber nada, Nada de amor, Nada de paixão, Sai da frente, O meu caminha agora, É sempre em frente, Eis o que a vida quer dizer, Sobre o amor, Quando se quer beber, Bebe-se vinagre, Quando se quer comer, Come-se pedras, Quando se quer saber, Conhece-se o vazio, Não quero comer nada, Não quero beber nada, Não quero saber nada, Nada de amor, Nada de paixão, Sai da frente, O meu caminha agora, É sempre em frente, Claro que o amor, Não é tão dramático assim, Claro que há histórias felizes, Mas em todo o caso, Sai da frente…

 

Poema 58

Que Sonhaste?

 

Pregos, Preso está o coração, Preso com pregos, Nesses dias nem sequer há luar, Uma cruz, Desanimado, O fim do dia, Preso a locais, Preso a lembranças passadas, Preso, Acordei, “O que sonhaste? O que sonhaste?”, Preso ao nada, Os olhos prendem-se, Prendem-se a sombras frias, Porque o que fez sentido outrora, Agora já não faz, Uma cova fiz, Dez mil metros, Deitei lá a dor, Tapei-a para não ser vista, A dor foi enterrada numa cova bem funda, Mas ainda está viva, Ainda respira, O que é o amor? Foi um sonho, Acordei, “O que sonhaste? O que sonhaste?”, Não sei… Não sei…

 

Poema 59

Nua e Despenteada

 

À chave a porta fechei, A chave atirei, Sem ver, Para algum lugar, Nua e despenteada, Nua e despenteada, A minha desobediência, No meu quarto, Um rio passa, Sua brisa embaça o espelho, O espelho da minha imagem, Esta não a vejo, A brisa é negra, Nua e despenteada, Encerrada nestes sentimentos fiquei, Dedicada a estes sentimentos estou, Sentimentos que não podem ser medidos, pesados ou vistos, São fantasmas, Não têm moderação e exagerados são, Estou entregue a mim própria, Não se está mal, Mas eu podia estar bem melhor…

 

Poema 60

Estou bem

 

Como estou? Muito bem! Com muitas ilusões, Estou bem! Pioro a minha mente, Peço mais ilusões, Vê! Vê-me pedir! Ilusão, ilusão! Vem! Vem a minha mente possuir! Acelera o meu coração! Fortíssimo quero sentir! Como estou? Muito bem! Com muitas ilusões, Estou bem! Eu amo-te, Tu amas-me, Na verdade nada sabemos, Não sabemos amar, Ilusões é o que temos, Quem não as tem, Tem a ilusão, De que ilusões não tem, Como estou? Muito bem! Com muitas ilusões, Estou bem! Ouço-os dizer que ilusões não têm, Chamam-me de iludida, Quem é essa gente? Merdosos que fingem ilusões não terem? Ou apenas iludidos de que merdosos não são? Chamar-me de iludida não é bonito! Deus gosta de transformar realidade em ilusão, E sonhos iludidos em realidade, Deus gosta de ironizar com os realistas…

 

Poema 61

Flores Selvagens

 

deusa sou, O mundo o divino me tira, Ainda mais se vulgar é o dia a dia, Atira-me escadas abaixo, Os meus sonhos ficam magoados, Dias sem valor algum, A vulgaridade, Aquela que foge da utopia,  O meu cabelo, Flores bravas, Os meus palácios, Flores bravas, As minhas visões, Flores bravas, deusa sou, O vulgar medíocre, Aquilo que faz de muitos um rebanho, Aquilo que não tem utopia, Estrangula-me, Limita-me com os seus arames, Esse vulgar medíocre imita, Imita a grandeza usando máscara de pó, Pois de pó são feitas as imitações, Pó é aquela sustância que desaparece num dia mau de chuva, A máscara cai perante a desgraça, A imitação da grandeza desaparece, E fica apenas a verdade, Flores bravas…

 

Poema 62

Impenetrável

Àqueles que perigosos são, Quando já assustados estamos, Mostramos a nossa indignação! Gritamos o nosso cansaço! “Tu a mim não me fod***! Sou impenetrável, Tu a mim não me fod***!” Àqueles que o cofre cheio têm, De oportunismo e artimanha, Conclusões convenientes para nós têm, Gritamos a nossa irritação! “Tu a mim não me fod***! Sou impenetrável, Tu a mim não me fod***!” Àqueles que praticam a maldade, Àqueles que deixam o mal existir, Àqueles indecisos entre o bem e o mal, Coisas boas não nos deixam tê-las, Negam-nos com uma delicadeza maldosa, Gritamos a nossa certeza! “Tu a mim não me fod***! Sou impenetrável, Tu a mim não me fod***!”, Àqueles que empurram as multidões em direções, Que eles não seguirão, Gritamos o não! O nunca! O jamais de uma outra vez! Gritamos! “Tu a mim não me fod***! Sou impenetrável, Tu a mim não me fod***!” Àqueles de mau caráter! Àqueles que usam perfume no exterior, Sob a forma de belas palavras, Para o seu mau cheiro interior ocultar, Àqueles que a verdade destroem! Nós mostramos a verdade! Gritamos! “Tu a mim não me fod***! Sou impenetrável, Tu a mim não me fod***!”, Àqueles que nos dizem, Que isto não são maneiras! Gritamos desta maneira! “Tu a mim não me fod***! Sou impenetrável, Tu a mim não me fod***!”

 

Poema 63

Sempre juntos

 

Sou feiticeira, Adivinho! Sempre juntos! Vamos ficar! Enfeitiço! Sempre juntos! Vamos ficar! Sou elétrica, Choques elétricos, Vamos apanhar! Maluquices eléctricas! Sempre juntos! O meu longo cabelo enrolo em ti…

 

Poema 64

Tu queres-me

           

Tu queres-me, Leva-me até ti, Saberás como, Tu queres-me, Não me estranhes, Sou parte de ti, Sou tu, Tu queres-me? Claro que sim!... 

 

Poema 65

Belíssimo

           

Acabou entre nós, Porque não te vi como agora?! Estarei mais esperta? Inicio uma nova relação? Novo encontro? Quantos desencontros até o amor acontecer? À procura outra vez! De um novo amor! Belíssimo! Desta vez com menos entusiasmo, Olho para trás, Adorava! Mas deu tudo errado, não é? À procura outra vez! De um novo amor! Belíssimo! Sou tímida, Ser encontrada preferiria, Por exemplo, Teu carro, Colidiria com o meu! Obra do destino! Belíssimo!

 

Poema 66

Apenas um Homem

 

És apenas um homem, Apenas um homem que beijava bem, A tua ausência já não me desespera, A tua ausência é agora um hábito, Que fez com que eu perdesse o hábito de me desesperar por ti, Agora és apenas um homem, Que não me consegue pôr a desesperar por ele, Neste mundo, Descuidado com o amor, O amor é um resto, Um resto que está a sobrar, A sobrar estás tu também… Fora daqui! Não te zangues comigo, A vida é mesmo assim, Se tu chateias a mim, Eu chateio a ti…

   

        

Poema 67

Escravidão

           

Da minha alma, Bebes o sangue, No entanto, Não me alimentas, Nem deixas que eu me alimente, Não consigo dizer-te não, Atiras-me ao chão, Dás-me escravidão, Da tua mão, Vem escuridão, Desnudo um ombro, Depois mostro muito mais, Este será o teu último vislumbre de mim, Meu sangue envenenei, Já que é dele que te alimentas, Não consigo dizer-te sim, Atiras-me ao chão, Dás-me escravidão, A hora da minha morte, Lembrei, Tu mataste-me, Não te lembraste de mim, Apenas de ti, Meu sangue envenenei, Eu matar-te-ei, Tu saberás que fui eu…

 

Poema 68

Biqueiras d´Aço

 

Estou bem, Embora me sinta ainda,  Um pouco como ontem, Estou bem, Mas não por decisão do amor, Estou bem, Porque assim o decidi, Viciada no amor, Penso que não sou, Mas o tremor de corpo, Ainda não se foi, Eco da palavra amor recebo, O meu corpo ainda se lembra de ti, Afinal tudo está mal, Tudo está mal… Mas eu estou bem, Que ninguém, Interfira com a decisão, De eu estar bem, Cuidado! Tenho botas de salto alto, Botas com biqueiras d´aço, Cuidado! Posso dar um pontapé, Posso magoar, Viciada no amor… Vai pro inferno!

 

Poema 69

Modo

 

Perderes-me do modo como me perdeste, Só mesmo um perdedor como tu, Desvalorizaste-me, Perdeste-me da mesma maneira, Que na vida perdes: impensadamente! Ris-te enquanto perdes, Que estás a perder não entendes, Não lutaste por mim, És um perdedor, Com jeito para perder! Ainda bem que me deixaste ir embora, Pois quem vive com perdedores, Transforma-se também num perdedor, Eu estava a ser sugada pela tua alma ingrata, Fazias-me sentir uma perdedora, Perder-te foi ganhar vida…. Fixe!

 

Poema 70

Escondido

 

Escuridão é na noite, Esta ainda não se findou, Até lá, O amor escondido está, Nuvens iluminadas pela lua não há, A esperança torna-se teimosa e quer viver, E pérolas rolam sem destino, Se é que destino há… Pérolas rolam sem destino… Faço uma estátua, De cinzas de vulcão, Misturadas com lava, É homem, É um estátua, És belo, Quem és tu? E pérolas rolam sem destino, Se é que destino há… Pérolas rolam sem destino… Tal como um amor escondido, Pérolas rolam sem destino… Perdidas e livres…

 

Poema 71

Tempo de Tempestade

           

Demasiado parecida, Toda eu estou, À superfície do mar, Relâmpagos, Trovões, Vendavais, Furacões, Eles todos estão no mar, Eu sou o mar, Pacífica eu era, O clima mudou, Agora sou, Um tempo de tempestade, Tempestade sou, Grandiosos-esplêndidos-magníficos-maravilhosos-invejáveis projetos, Projetos de felicidade, Tudo destruído, O ódio, Na destruição tudo enterro, Para esquecer o quanto destruída estou, Uma imensa tempestade agora sou, Um oceano de tempestades me tornei, Sem futuro, Redemoinhos de medo, Fizeram de mim este vento tempestuoso, Que tudo mudará…

 

Poema 72

Comichão

           

Incrédulo, Não sejas, Crente quero que sejas, Convence-te que, A minha comichão, É apenas num pé! Comichão, Apenas num pé! Comichão em mais parte alguma tenho! Por isso… não tentes tirar... a comichão... onde ela não existe!

 

Poema 73

O meu Melhor Amante

           

Ponho o cabelo solto, Agarro o champanhe, Solto-me, Incansável como dantes, Dou-me a ele nas alegrias, Dou-me a ele nas tristezas, Gosto dele, Adoro-o, Gosto como me suaviza, Gosto como dissipa a minha agressividade, Após um mau dia, O meu melhor amante, Nós os dois, Numa só vez, Todas as barreiras, De todas as maneiras quebramos, Proibido é ser de mais alguém, Proibido é ser de mais alguém, O meu melhor amante, O meu carro, O meu carro…

 

Poema 74

Ziguezagues

           

De complicações estou eu farta, Há muita gente complicada, Estou farta, Aos ziguezagues ando, Tentando fugir, Das pessoas complicadas, E também de piadas complicadas, E tu meu amor, Só me dás complicações, Aos ziguezagues também contigo ando, Tu meu amor, Só me fazes lembrar, Coisas complicadas, Não queres ou não sabes, Amar e ser amado, Está complicado amar-te, Aos ziguezagues também contigo ando, Em linha reta um caracol caminha mais que eu…

 

Poema 75

Rir

           

Quando te conheci, Com lembranças tristes de outro passado andava eu, Procurando sair da minha alma, Amar quis-te, Passar pela vida, Sem me magoar desejava, Mas tu lá estavas! Tu lá estavas para me dar no futuro, Um passado outra vez triste, Mais vale uma vida louca anormal, Sem ti, Que contigo! Já que louca e anormal tu me pões!! Isto vai ainda piorar mais! Aha, aha, aha! Isto está demais! Deixa-me rir!...

 

Poema 76

Soco

 

Se me encontrares, Por aí, Não me dês olhares, Prefiro ver-te fingir, Que não me conheces, Uma vida de fingimentos, Aguentas, Por isso aguenta isto, Finge que não me conheces, Isto não é fingimento meu, É um soco, Um soco contra os teus fingimentos, Uma imagem fingias, Tão boa a acreditar era eu no que via, A mim interessava-me tudo em ti, Tarde percebi, Para ti aparência é tudo, Tu apenas projetavas uma imagem, Por dentro és vazio, Finges, Porque és vazio, Uma vida de fingimentos, Aguentas, Por isso aguenta isto, Finge que não me conheces, Isto não é fingimento meu, É um soco, Um soco contra os teus fingimentos, Fingimentos! Nunca fui assim, Nem nunca serei assim, Conhecer-te não foi suficiente para me tornar, Numa fingidora igual a ti, Tu comes frango, Mas dizes que comes lagosta com caviar, Coitado!

 

Poema 77

Frequentemente Usado

 

O amor é frequentemente usado, Pelos parvos, Para fazerem de nós outros, Figura de parvos, Pelos parvos somos levados, A pensar que o amor é uma parvoíce, Quando pensámos que o amor, Para sempre irá durar, Encontra-se um parvo, Que irá mostrar, Que apenas parvoíce haverá, E essa é para durar, O amor é frequentemente usado, Pelos parvos, Para fazerem de nós outros, Figura de parvos, Eu digo-te não!

 

Poema 78

Não disseste

“Para que quero o corpo, Senão para desgastá-lo?!” dizias, Estás certo, Até um certo ponto, Não o disseste, Mas amar não querias, Chamavas a isso a tua liberdade, Não o disseste, Porque se o tivesses dito, Ter-te-ia dito, Vai  à... merd*! Eu vou à discoteca!

 

Poema 79

Um de Nós

 

Várias vezes seguidas, Tive a certeza, Um dia, Um de nós, Embora iria, Várias vezes seguidas, Eu disse que eu embora iria, Quando tal dizia, Só e angustiada me sentia,  Mas tu mereces estar sozinho numa ilha, Sozinho contigo mesmo, Bye! Hasta la vista!

 

Poema 80

Não é a Primeira Vez

 

Esta canção, Fala de dar murros no coração, Fala do amor, Fala de dar, E receber murros, Não é a primeira vez, Que o amor é assim, O amor dói, Como dar murros numa parede, Sangro, Sem amor eu não vivo, Sem esse dar e receber murros, Daí talvez parar de dar e receber murros, Seja mortal, Os socos fazem-me sentir viva, Mas isso é tão errado, Os socos não são beijos! Os iluminados nada entendem de murros, Eu quero ser uma iluminada… Só beijinhos, paz, amor e passarinhos a cantar!

 

Poema 81

Diz!

 

Estás certo disso? Então diz! Prometo mostrar-me, Mostrar-me ainda mais, Mais interessada, No que vais dizer, Diz! Queres combater, O meu insucesso?! Ah! Estou a ver, Nunca achas que eu estou bem, Pois não? Tens de dizer! As minhas escolhas, Corrigidas têm de ser! Estás a falar de uma escolha minha? Ou de todas as minhas escolhas? Diz! Diz… Diz! Pode ser que eu sofra, Sofra muito, Sofra muitas alterações! Tens visão! Estratégicas visões para o meu futuro! Será que me vais conseguir mudar?! Diz! Não te esqueças, Do que vais dizer a seguir, Pois logo depois, Pagas-me umas férias, Para eu curar-me, Curar-me das coisas, Que me dizes!

 

Poema 82

Assim não dá!

Caminho à chuva, Estou descontrolada, Sem dar por isso tenho, A roupa cheia de água, A pele revestida de água, Os olhos impregnados de água… Apagas muitas mágoas, Quando me beijas, Mas desta vez sei que… Assim não dá! Conduzo ao volante, Estou descontrolada, Sem dar por isso, Conduzo há horas, É noite… Paro numa rua, Desconheço-a, Penso que já não te quero, Mas desespero, Porque ainda te quero, Não me estou a entender! Ah! Já sei! Sofro de burrice? Isso cura-se!

 

Poema 83

Começas 

Começas a chatear-me! sim… começas a chatear-me… Surpreendido? Oh! Não amues!

 

Poema 84

Sacana

Não me digas que sofro por ti e gosto! Sacana!

 

Poema 85

Pedi-te

Escondeste-te atrás de uma ausência de resposta, Sentia o insuficiente, Perguntava-te, Pedi-te e não obtive, Não queres magoar com palavras, Mas queres magoar com atos teus?! Quem não te conhecer, Que fique contigo…

 

Poema 86

Semanas

Estou cansada, Durmo, durmo, Para não pensar, Nestas semanas de nada, O sono parece ruídos diurnos, Não durmo, Já passaram semanas! O que irão as semanas dar-me? A minha esperança sempre foi em vão, Tu sempre igual a ti próprio, A minha esperança sempre andou desesperançada, Tenho de te informar agora mesmo, Mudei o nome da Esperança! Chamo-lhe agora “Apagar Memória”! Whao! Subitamente tudo ficou bem melhor! Que alívio!

 

Poema 87

Canto

 

Sento-me na areia, Olho o sol, À noite sou uma sereia ao luar, Canto, Canto sob o luar, À espera num canto da vida, Num sítio afastado, À espera por mundos mágicos…

 

Poema 88

Nada tenho a Dizer

 

A grande imensidão do vazio, Somente o nada pode lá viver, Nada tenho a dizer-te, Toda a paixão é uma prisão, Quase sempre, Um do lado de dentro, E outro do lado de fora, Eu agora estou do lado de fora, Desejo-te o nada… o vazio… grita o quanto quiseres… ninguém te ouvirá…”