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CAPÍTULO 5

 

Poemas-Canção Escritos Nas Madrugadas Frias Entre as 1:00h e 4:00h     

No ano 2000, nos meses de fevereiro, novembro e dezembro, após chegar a casa (eu trabalhava no turno nocturno) e após cear, escrevia alguns poemas e mini poemas para canção, melhor dizendo, ideias chave para linhas melódicas de possíveis canções.       Escrevi-os muitas vezes em frente à lareira, outras vezes sentada na cama.

Escrevi-os em papel, em folhas soltas – não em blocos de apontamentos pois parece que me prendem as ideias. Enfim…coisas…não sei explicar-me.

No fim-de-semana passava os poemas para o computador.

Só me senti inspirada a escrever naqueles meses, por estar realmente frio. O frio deprime e condizia com o meu estado de espírito de então.

Alguns desses poemas são aqui apresentados: simples poemas de madrugadas frias. Estão numerados, tal como se numeram as alegrias, as dores, as esperanças, as desilusões e também as palermices. São cento e quarenta e oito. Outros foram excluídos deste capítulo mas já apresentados no capítulo 2.

Os aqui apresentados estão repartidos por quatro coletâneas: “SANTA” com início no “poema 1”, escrevo no género masculino e apenas aqui; “MORGANA” sendo o “poema 37” o seu ponto de partida, “NÍRIA ONMAN” com início no “poema 89” e “IGNOTO DEO” (traduzido do latim: “Deus Desconhecido”) a ser considerada a partir do “poema 129”.

As coletâneas obtiveram o seu nome do pseudónimo que eu usaria para assinar a autoria delas, se aqueles poemas um dia fossem dados a conhecer.

Os meus gatinhos sempre estiveram aninhados à minha beira. Acharam uma piada danada ver a caneta fluorescente (mania minha, cores banais como um simples azul ou preto não servem) a rabiscar no papel.

Batem com a patinha na caneta para ver como ela reagirá, ou tentam prendê-la por entre os dentes: a caneta fica encravada, liberto-a e dou-lhes ao de leve com a caneta na cabeça. Ficam quietos a mirar-me. Agora deitaram-se em cima das folhas de papel, fica complicado escrever… puxo de uma pequena manta que os passa a envolver. Ficam super aconchegados e quentes. Isso põe-nos sonolentos e retomo a escrita.

Tive que alterar a estrutura original de apresentação, e habitual, do poema em coluna, e escrevê-lo em forma de texto, com os versos separados por vírgulas, para reduzir o número de folhas em que eles ficam registados senão este livro excederia as quatrocentas páginas. Os versos não obedecem a rimas ou métricas. E como os poemas se destinavam a canções, cada um tem, na maioria das vezes, uma espécie de refrão.

Abraço, obrigada por vocês todos estarem aqui comigo.

Adoro vos!

Ninfa Artemis