Capítulo 5

IGNOTO DEO

Poema 129

Obviamente

As maneiras de se ser infeliz, São obviamente, Fáceis e muitas, O vento rebola numa corrente de chuva, E tu meu Deus, Estás tão só! Os elementos diferentes, Estão obviamente, Mais próximos dos elementos contrários, O vento rebola numa corrente de chuva, E tu meu Deus, Estás tão só! As estátuas são, Obviamente lembranças, De algo grandioso mas parado no tempo, O vento rebola numa corrente de chuva, E tu meu Deus, Estás tão só! O ser humano, Para nos semáforos, Mas obviamente, Não para de matar, O vento rebola numa corrente de chuva, E tu meu Deus, Estás tão só! O ser humano é cortante…

 

Poema 130

Punhal

Tu mortal! O punhal! O punhal é a tua forma de me ver! Um diário de proibições em mim vês! Embora as tuas transgressões, Não impeça! Proibições em mim somente vês! Tu mortal! Só o meu amor por ti, Mortal! Me impede de sentires o teu próprio punhal! Tu mortal! O punhal são as tuas acusações! Acusas-me de não impedir as injustiças e as desgraças! Queres que eu impeça a vossa injustiça e desgraça humana? Quando tu próprio, A desgraça e o mal não impedes? Tu mortal! O punhal! Só o meu amor por ti, Mortal! Me impede de sentires o teu próprio punhal! Tu mortal! O punhal são os teu pedidos diários a mim! Recebi-os! No entanto negas que te atendi! Os teus pedidos vigiei! Os pedidos que não te defendiam ignorei-os! Dar-te-ei coisas, Que não pediste! De início parecer-te-ão amargas! Mas verás que te irão pôr no caminho, Do teu melhor desejo! Eu amo-te, Os meus cuidados cuidam de ti, Mesmo antes de teres feito qualquer pedido, eu já te escutei! Tu mortal! O punhal! Só o meu amor por ti, Me impede de sentires o teu próprio punhal! Tu mortal! O punhal é a tua forma de ser! Tu és a causa do meu esforço! Sei o quanto Eu sofro! Sei o quanto Eu posso sofrer! Por isso deixo, Que continues a ser, Um punhal!

Poema 131

Entende

 

Livras-te desesperadamente, De ti e de Mim, E tudo o que fiz foi para entenderes, A Mim e a ti, E assim poderes decidir, O que será para melhor para ti! Entende-Me! Não entendes o teu contrário, No desentendimento de ti próprio, Vais-te livrando do que, Vais entendendo a ti ser contrário, Entende-Me! Basta-me tirar-te uma coisa, Das muitas que te dei, Para entenderes que te dei tudo o que necessitas, O solo que pisas, Importância não lhe dás, Se eu te o tirar, Onde cairás tu? No vácuo! Entende-Me! Ainda não te dei, A imortalidade, Pois nada te agrada por muito tempo, Que uso darias ao teu desagrado pelo teu tempo ilimitado? Talvez a torturar os seres humanos com o teu tédio andarias…

 

Poema 132

Segurança

O teu plano é seguro? Segurança queres ter, No entanto, Acima da tua cabeça não há teto, Não há teto por cima do teto da tua casa que te protega, Vives debaixo de céu aberto, E cuidado, Debaixo dos teus pés, As profundezas da terra, Não vivem em sossego! Expulsar algo querem, Prepara melhor os teus planos, Há sempre novas incertezas! Planeaste a tua vida? Segurança queres ter! Planeaste onde viver, os amigos a ter e a tua paz, Se Eu apontar os teus planos, Em outras direções, Que planos farás então? Acima da tua cabeça não há teto, Não há teto por cima do teto da tua casa que te protega, Vives debaixo de céu aberto, E cuidado, Debaixo dos teus pés, As profundezas da terra, Não vivem em sossego! Expulsar algo querem, Prepara melhor os teus planos, Há sempre novas incertezas! Não, Eu nunca estou contra ti, O sofrimento existe para te dar uma nova alma…

 

Poema 133

Demónio

Eu demónio ultrapasso-vos, Vós humanos de divino nada tendes, Sois umas criaturinhas mortais e manipuláveis, Eu sou aquele a quem vós humanos chamais o Demónio, Vós humanos sois loucos, Já nem o meu passatempo favorito sóis, Já não me dais emoções fortes, Há milénios que vós estais iguais, Sois uma imperfeição chata e monótona, Vós negais a minha existência, Vós negais a existência de Deus, Eu já não tenho paciência para vós criaturinhas, Deus que vos ature, Ele é que vos ama não eu, Eu o Demónio, Digo que vós humanos sois loucos! Já nem o meu passatempo favorito sóis, Já não me dais emoções fortes, Há milénios que vós estais iguais, Sois uma imperfeição chata e monótona, Vós criaturinhas subestimais a mim e a Deus, Para já não falar na forma como vós vos estimais uns aos outros, Vós não sois suficientemente bonzinhos, Não sois suficientemente mauzinhos, Vós sois o nada, Deus que vos ature, Eu não tenho paciência, Sois uma imperfeição chata e monótona…

 

Poema 134

O Meu nome de forma insistente invocas, Eu não volto para ti, Eu não volto de lugar algum, Pois sempre presente estou, Sinto o teu nervosismo quando Me invocas, Receias apenas simbolismo Eu ser, Tu homem que duvidas, Não confias o suficiente em ti para Me teres, Não confias o suficiente em Mim para te querer, Receias quando Me invocas ocas as tuas palavras serem, A tua fé é fraca, E a tua aflição é sempre grande, Mesmo com coisas que pequenas são, Tu homem que duvidas, Se não faço imediatamente, Segundo a tua vontade, Não entendes, Nem paciência tens, Desesperas com facilidade, Presta atenção porque Eu falo contigo, Tu homem que duvidas…

 

Poema 135

Musgo

Eu criei a vez, E a próxima vez, Eu criei esta vida, E a próxima vida, Eu sou o Criador, Desinquietei o sossego, Mas não sou o autor, Do que é tarde ou cedo, O absurdo e a confusão desconhecem a Minha mão, Para ti Homem, Eu tudo suavizei, Até as pedras que pisas revesti de musgo! Dei-te para teu contentamento, O domínio sobre a Terra e tu Homem! Porque Me magoas? Se fiz todos os seres teus servos? Porque todos os seres magoas? Para ti Homem, Eu tudo suavizei, Até as pedras que pisas revesti de musgo! Tu, Homem! És um grande problema para mim, Eu que Amor sou, Teus pés farei caminhar sobre lava quente, Dói-me magoar aqueles que amo, Mas tu homem só entendes pela dor…

 

Poema 136

Versos

Causo em ti grandes protestos, Censuras e indignações, “Porquê eu?! - dizes, “Porque sucede só a mim?! -é a tua exclamação, “Que mal fiz eu a Deus?!”- és tu a dizer-me adeus, A tua vida são os meus versos, Escritos em rima, Nada é por acaso…  Na tua vida, Quando esta vacila, Faço coincidências, Admiras-te, Pensavas já em desistência, A tua vida são os meus versos, Escritos em rima, Nada é por acaso… Aos que menos têm, Parece que mais tiro, Dizes que firo, Mas digo-te que não estão esquecidos, Aos que mais têm, Parece que mais dou, Mas uma cruz a todos dei, Ninguém neste mundo é totalmente feliz, A tua vida são os meus versos, Escritos em rima, Nada é por acaso… A cruz de cada um, É igual à força de cada um, Se vires alguém com uma grande cruz, Respeita-o, Pois ele é bem mais forte que tu…

 

Poema 137

Encantamento

Era uma vez um mortal, Acostumou-se à mesma coisa, O encantamento procurar, Onde o foi procurar? Na maneira de falar, esquecer e viver, Fala bem, esquece bem e vive bem, Cobiça tudo de todo o lado, Final feliz na sua história quer, É sempre isto o que ele quer, Viver bem! O mortal mesmo quando acha que tudo tem, Encantamento parece que não tem, Olha bem para ele! Até parece que anda mal dormido! Parece que repete o dia de ontem, Cobiça tudo de todo o lado, Final feliz na sua história quer, É sempre isto o que ele quer, Viver bem! A este mortal, O sono não traz sonhos encantados! E à procura de encantamento continua, O mortal anda sofrido, Carrega-se até uma saída, Daí algo avista, Carrega-se para um lugar sagrado? Não! Carrega-se apenas para um lugar qualquer que fica mesmo ao seu lado, O mortal podia pedir-Me, Qualquer coisa, Mas quer pormenorizadamente o mesmo, Coisas mortais e sem glória, Quer apenas o que vê…

Poema 138

Gentileza

Eis o que tu sabes, Palavras proferir sabes, Nelas descobres a conveniência, Não tens alma com pureza, Tens o saber de em sociedade viver! Buscas fugir à verdade, Através do fácil que as mentiras te são, A tua esperteza! Vais enganando com a tua gentileza! Até parece alma com pureza, A tua esperteza! Vais enganando com a tua gentileza! A tua própria esperteza, Enganar-te-á! Estás sob o Meu olhar…

 

Poema 139

Balão

Tu tens o viver de um balão, Enches-te de ar, Até grande seres, Ao toque dum espinho, Esvaziar se vê do que tinhas, Apenas ar de grandeza, Tu nada podes contra as adversidades, Se Eu assim o quiser…

 

Poema 140

Deus ouve

Deus tudo ouve, Daqueles que outrora grandes impérios foram, Deus ouve a sua demolição, Dos pedestais ouve a queda dos que lá estiveram, Dos séculos a negação dos humanos que Dele duvidam, Deus tudo ouve, Deus tanto ouve as tempestades, Como ouve as luzes de um candeeiro, Deus tudo ouve, Por isso não faças tempestades, Perguntando-Lhe, “ Deus! porque não me ouves?!” Deus ouve-te, Tem fé…

 

Poema 141

Lado

Desequilibrei-me! Movo-me mais para um lado, Que para o outro, Movo-me mais para um lado, Que para o outro, Mais para um lado, Que para o outro, Meu Deus… será que vou cair? “Se caíres é porque algo queres ver… Verás que na queda os Meus braços amparar-te-ão, E não o chão…”

 

Poema 142

Trevo da Sorte

Vejo-te errante, Tu esqueceste-Me, Porque não falas Comigo? Porque te inquietas dessa maneira? Consultas videntes, Andas à procura de trevos da sorte? O dom da vidência, Alguns o conhecem, Mas quando Eu me calo nada lhe revelando acerca do teu futuro, O falso vidente não se cala, Porque não é a mim que ele escuta, Na tua dor dinheiro vê, Ele enaltece-se, Acha que tem um dom que tu não tens, E a imaginação dele vais escutar, Andas à procura de trevos da sorte? O falso vidente tentará levantar-te, Ele dar-te-á embriaguez de ilusões, E depois abandonar-te-á, Ele é temível e tu não vês, Não vês que ele se ama mais a si próprio que tu a ti mesmo, Andas à procura de trevos da sorte? Andas à procura de trevos da sorte? O que o mundo não te der, Eu dar-te-ei, Acalma-te e fala Comigo…

 

Poema 143

Encolhido num Canto

Observas o teto, O mundo goza-te, Nada te fortalece, O ar está morto e resignado, Obrigado és a respirar esse ar, Encolhido num canto estás, Encolhido num canto, Tentas esconder-te do mundo, Mas até os cantos do teu quarto, Parecem encolhidos… A maneira de vencer no mundo, Não tem a tua forma de ser, Sentes-te só, Pedes sol para te aquecer, Mas apenas o vês refletido na água, Encolhido num canto estás, Encolhido num canto, Tentas esconder-te do mundo, Mas até os cantos do teu quarto, Parecem encolhidos… Os outros movem-se no sucesso, Têm um grupo de amigos, E razões para viverem, Eles acham-se bons, Os seus momentos são bons, O dinheiro e o amor dá-se bem com eles, Os teus projetos têm tombos, Nada dá certo, Encolhido num canto estás, Encolhido num canto, Tentas esconder-te do mundo, Mas até os cantos do teu quarto, Parecem encolhidos… Os teus olhos não se levantam, Tal é o desânimo, Não te escondas! Vê para onde Eu Deus aponto! O mundo é teu! Prepara-te! A tua hora está a chegar… 

 

Poema 144

Fantasias do Céu

           

O vosso apaixonado, Fez-vos calcular, Como sois de valor incalculável, É o amor! Agora do amor duvidais, Tudo estragado achais, O futuro sem pensamento está, Os lábios desalento têm, Sem amor, Outra vez o mundo frio, formal e surdo, De fantasia desprovido, Vós contavas com o amor, Agora só tendes o medo, Através do vosso apaixonado, Queríeis as fantasias do Céu nas realidades da Terra! O Céu… não cabe na Terra… é grande demais!

 

Poema 145

Zumbido

          

Eis a tua confusão Homem! Homem-Zumbido! Zumbido! Zumbido! É nesta confusão, Que a minha Voz ouves! Quando tu feliz estás, Insensível a Mim estás! Tens tantas distracções a zumbir no teu ouvido! Não Me ouves! Vives para as luzes do sucesso! Tudo é zumbido! Não Me ouves! Quando tens preocupações e ansiedades, Mais zumbido! Tu és o Homem-Zumbido! Tudo vês como certo-errado, errado-certo! Toda a decisão traz ganho e perdas! Apenas isso! Não precisas zumbir na tua mente, Os teus problemas constantemente, Simplesmente vive! Alegra-te!  

 

Poema 146

Pregado a uma Parede

Sou um altar com velas a arder? Arder a sós? Como Me vês mortal? Eu vejo rostos, Rostos que apenas Me miram, Os seus olhos não procuram os Meus, Não Me amam, Acham que Eu estou pregado a uma parede, Crucificado há tanto tempo, Que não preciso de amor, Acham que morri! Tira-Me desta parede! Leva-me contigo… Pregado a uma parede, É conforme estou, E assim Me deixas! Tu rezas “Pai Nosso que estais no Céu, Venha a nós o Vosso Reino”, Pedes um Reino! Um Reino! Para Mim pedes o quê?! Que Eu esteja pregado a uma parede?! Tira-Me desta parede! Leva-Me contigo… Dizes que Sou poderoso, Mas contigo não Me levas…

 

Poema 147

Sente

 

A tua oração chama-Me! Sei do teu coração… Sente a Minha Presença…

sem aviso, Estás de joelhos, Se Eu não te amasse, Os teus gritos, Não seriam mais que mero som…

Poema 148

Sons

 

Tu e a tua vida, Mudanças têm, As mudanças dobraram-te os joelhos, Os teus pés correr quiseram, Mas os joelhos dobram-se, Não consegues levantar-te, Sons ferozes atacam sem aviso, Estás de joelhos, Aos pés do mundo cais, E aos Meus pés te pões, Agora lembraste-te que Eu existo? O que tenho Eu a ver com o teu vazio? O que tenho Eu a ver com o que te é insuportável! Que tenho Eu a ver com o teu problema? Que tenho Eu a ver com o que te é impossível? Que tenho Eu a ver com a tua paixão que te devora? Que tenho Eu a ver com o que te é imprevisível? Sons ferozes atacam sem aviso, Estás de joelhos, Se Eu não te amasse, Os teus gritos, Não seriam mais que mero som…

 

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