Capítulo 4

P1Introdução

 

O meu pai, após o meu nascimento, chamou-me de Bela, diminutivo de Florbela.  A minha madrinha de batismo estava cismada em outro nome. A minha mãe preferia ter tido um rapaz.

Nasci. “Um belo rapaz com uma coisa grande. Grande macho!” – pensara o meu pai, segundo me contou quando eu já era adulta.

Era o cordão umbilical acabado de cortar mas que ficara preso entre as minhas pernas quando me elevaram no ar para me mostrarem, ainda a uma relativa distância, ao meu pai. Nasci em casa.

A minha mãe andava nas vindimas quando começou a sentir as dores do parto. Eram aproximadamente 10h num dia dos dias finais de Setembro.

Deitada na cama, a minha mãe cheia de dores de parto gritava alto e além desses gritos, gritava também para o meu pai ir buscar a mãe dela que vivia a uns 30 quilómetros dali.

Foi a  minha avó materna a parteira. Tinha sido mãe da minha mãe aos 19 anos.

Daqui a alguns dias, estarei em 2002! A minha vida um dia destes vai mudar!

A vidente brasileira profetizou algo que não me teria ocorrido sozinha mas agradou-me o que ouvi e, foi aí que as coisas começaram.

A minha vida seria Bela!  Mas o que é que eu vou fazer que me tornará famosa?! Ela respondeu-me: “Quando a sua hora chegar você saberá.  Todos nós conhecemos o nosso destino antes de nascer! Tenha calma. Quando estiver perdida, desorientada, ouça e siga o seu coração porque Deus fala através dele! Falar-lhe-á numa linguagem que você vai entender. Esteja atenta e procure compreender. Muita gente se queixa de muita coisa em suas vidas, não entendem que as coisas más lhes estão a dizer algo e que o que está a suceder de errado nas suas vidas é a forma correta para uma boa mudança. As coisas boas existem mas as coisas más às vezes são melhores que as “boas” pois trazem mudanças espetaculares. Embora só mais tarde se entenda tudo aquilo que confusão e dor parecia. As coisas más muitas vezes são coisas boas escondidas sob a aparência de azar. Tudo é comunicação para o melhoramento de cada um. Tudo tem uma razão de ser. Tenha confiança.  Basta ser você mesma.  Vão gostar de você. Não tenha medo. Também você vai gostar deles, desse montão de gente.”

Escrevi-lhe, a ele cantor e músico, durante quase 18 meses consecutivos. Ele respondia-me. Chegamos a conhecer-nos pessoalmente.

A história “P vírgula, P ponto. 8-8-1998” existiu. Este “romance” existiu. Eu estive lá. P é a letra inicial do meu nome no bilhete de identidade e 8-8-1998 é a data do primeiro email que enviei ao músico cantor.

Ele   inspirava-me.  Os  textos   que   lhe escrevi são a prova disso.

Nunca tinha sentido vocação para a escrita,  até  a minha paixão por ele a ter despertado. Os textos são a prova. Até os insultos, isso foi mais adiante, que lhe dirigi me saíam diferentes e literários, embora tivesse usado palavras tais como fod***.  Nos textos insultuosos não pus asteriscos nos palavrões, ponho-os agora por isto ser uma introdução. No início sou sempre tímida depois… talvez descarada!

Comecei a escrever-lhe a 08 Agosto 1998. A 02 Janeiro 2000 uma breve, mas para mim bruta, conversa telefónica com ele, levou-me, ainda nesse mês, a mentalizar que deveria seguir a carreira de cantora.  Acho que era a revolta em mim.

Em Fevereiro 2000 decidi convencer-me de que poderia escrever letras (poemas) para canções.

As letras já estão escritas. Enviei-as, até agora, a  uma só editora:  a editora que o representa. Até ao momento, a maior do país, com ramificações internacionais ou seja, uma multinacional.

Aquela conversa telefónica fez-me sofrer. Quando sofro a  guerreira desperta. Se algum dia, tu desconhecido,  estiveres a ler este livro, é porque consegui, contra toda a lógica, chegar até ti, tendo antes conseguido ultrapassar muitos obstáculos.

Quando me estiveres a ler, saberás mais sobre o que eu consegui que eu própria neste momento em que te escrevo.

Há uma Força junto a mim que todos aqueles que se viram desesperados já a sentiram e então, nós desesperados, apesar das adversidades, conseguimos abrir caminhos. O nosso sopro levanta a areia do deserto que cobre o nosso caminho e ei-lo agora à nossa frente: visível! o caminho!

O último vidente que consultei, em Julho de 2001 disse-me que eu seria compositora. Agradou-me o que ouvi. Foi ele a razão de eu me ter tornado compositora das minhas canções. Ele sugeriu que eu teria essa capacidade.

Disse-me também que eu iniciaria, embora eu não estivesse a ver como, uma revolução político-social (isso só pode ser um disparate)…. 

Um dia quando alguém for tentado a fraquejar quero que seja forte. Este livro “P vírgula, P ponto. 8-8-1998” existe porque quero que se saiba das minhas palermices. Elas aconteceram porque tenho ideias a mais. Corrigindo: de mim não saem palermices, apenas o acreditar que o que não é belo hoje, um dia será fantástico!

Ele nunca foi “famoso”. Foi relativamente conhecido e teve alguns concertos no estrangeiro.

Quando eu famosa for, tratarei a fama como um fruto com caroço, este não engulo. Eu nunca comi o caroço de fruta alguma pois não ia conseguir digeri-lo. Da fama só me interessa a parte boa: pessoas amigas, gente simpática, viajar, ver o mundo e ter dinheiro para concretizar projetos. Mas é provável que também eu faça disparates quando eu famosa for. Podes mandar-me à merd*inha se eu muitos disparates fizer. À merda não, porque seria demasiado violento para mim.

Somos todos iguais. Todos necessitamos de ser amados e assim, sentir-nos “importantes”.

Desejo que os vossos melhores desejos se realizem sempre porque... os desejos realizam-se sempre, independentemente da confusão de obstáculos que se encontre pela frente.

Aviso que a minha história e eu, seríamos mais credíveis se tivéssemos sido inventados para um filme.

 

Para vocês   um abraço, Ninfa Artemis

 

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